O poder das palavras (2)

“O homem se fartará do fruto da sua boca; dos renovos dos seus lábios se fartará. A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.” (Pv. 18.20-21)

 

Introdução:

Abordar sobre a língua é tão sério que o livro de Provérbio faz, pelo menos, 150 referências sobre o tema.

Em média, uma pessoa dorme 8 horas por dia; logo, ela tem a possibilidade de falar 16h por dia, ou seja, 66% de sua rotina diária. Entretanto, a questão que estamos levantando não é a quantidade, mas a qualidade da palavra que é emitida pelo aparelho fonador.  Vejamos:

 

  1. Pode entristecer o Espírito Santo.

Efésios 4:30, afirma: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. ” O contexto desse texto está abordando sobre as relações humanas. Ele fala de mentira, da ira, e orienta a edificar pessoas através das palavras. (Ef. 4.20)

Assim, todo cristão que tem uma boca ruim não é um cristão espiritual, pois ele entristece o Espírito Santo. É verdade que se pode entristecer o Espírito por outros motivos, mas, nesse contexto, a tristeza se dá pela utilização da palavra de maneira ruim em relação ao outro. 

Nossa boca tem mais poder do que imaginamos. Fomos chamados por Deus para falar sobre a vida, mas quando temos uma boca ruim, passamos a verbalizar sobre a morte. O salmista, declara: “Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador! ” (Salmo 19:14)

 

  1. Tem poder de produzir esperança

Provérbios 10:31 – “A boca do justo produz sabedoria, mas a língua perversa será extirpada.”
Quando nossas palavras são colocadas com sabedoria, elas produzem esperança. A guisa de exemplo, vejamos algumas frases inspirativas:

“A maior glória em viver não está em jamais cair, mas em nos levantar cada vez que caímos. ”  Nelson Mandela.

“O sucesso consiste em ir de derrota em derrota sem perder o entusiasmo.” Winston Churchill.

“Um pequeno passo para o homem, um salto gigante para a humanidade” (Neil Armstrong, ao pisar na lua.)

“Ele é filho de pai queniano e a mãe é americana, que vieram a se separar.  Ele nasceu em Honolulu, no Havaí, estado considerado americano. Sua educação primária foi realizada na Indonésia, país de seu padrasto. Mas, aos 10 anos ele voltou para Honolulu para ser criados pelos avós.  Um dia ele afirmou:  – Meu sonho é ser presidente dos EUA.

Diante desse desejo, sua vó lhe disse: – Yes, you can.

Barack Obama tornou-se 44 º presidente norte-americano, o segundo presidente mais votado do mundo e o presidente mais votado da história dos Estados Unidos.

Lucas 6:45: “O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração”. O mundo, a igreja e os lares precisam de palavras de esperança; palavras de vida, palavras de encorajamento, palavras de amor, palavras de bênçãos, palavras de paz, palavras de vida e não palavras de morte. Cuidado, mesmo não ferindo com a força do punho, pode-se ferir com a força das palavras.

Daqui a 30 anos como você deseja ser lembrado? A boca ruim, o gerador de morte ou o edificador de vidas?

Paulo diz:  “Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou em sua avó Lóide e em sua mãe Eunice, e estou convencido de que também habita em você”. (2 Tm 1.5). A ideia no texto é um monumento que traz lembrança, algo como uma lápide.  É como se Paulo afirmasse: – Estou construindo um monumento, pois não quero esquecer de você, Timóteo, já que a sua vó e a sua mãe usaram palavras de edificação, de benção sobre sua vida.

 

Conclusão:

Vida ou morte são gerados pela palavra.

Você pode simplesmente dizer: – Yes, you can.  Ou, você pode promover conflito, contendas e luto no coração do Espírito Santo de Deus.
A morte e a vida estão no poder da língua!